HOMENAGEADO DO MÊS

HOMENAGEADO: Lula Cardoso Ayres, pintor Pernambuco de vanguarda, sua obra impressiona pelas formas. É um iluminado.
Período: 01 de novembro de 2012 a 31 de dezembro de 2012.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O AVESSO DO AVESSO

Convém observar:
O avesso...
Mas não tem frente.
Atrás é inteligente.

Visto de longe.
Conflagração de ortodoxo
Confluência de monge.

Fugazmente esporádico.
Impávido egoísmo.
O oposto do inverso.
Crescente antagonismo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

BÊBADO E O MEAEIRO (No Baianês)

No rame-rame do meaeiro.
Grita o bêbado:
Quem quer dinheiro?

Entrupicar...
Tá ramado!
Uma queda.
O porquinho esparrafado.

Talado.
Virado no cão.
Dinheiro correndo pelo chão.

Dentro do cafua
Foi fazer cangancha.
Currião cuzicado.
Pra terminar esse campado.

Vagal varapau.
Tira uma filipeta.
Bêbado! Vai chupar chupeta!


Baseado em palavras do dicionário do Baianês, vendido em pontos turísticos de Salvador capital do estado da Bahia no Brasil. Trata-se de uma linguagem humorística incorporada a cultura popular.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CERCA DE LA PLAYA

Um bungalow
Vista al mar
Em el salón
Fiesta caliente
Una carta
Para el corazón
Encontrarse amor
Encantada diversión

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

GESTOS DE EQUILÍBRIO

Mudanças e renuncias.
Assumir responsabilidades.
Liberdade interior.
Harmonia.
Oportunidades,
Alegria.

Abrir o coração.
Caminho espiritual.
Compreender.
Expandir e crescer.
Sentimento.
Retensamento no relaxamento.

Confiança interior.
Descoberta da mente,
Observando pensamentos.
Atenção plena.
Experiência na meditação.
Evolução.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

UM ISCO

Um menisco
Um cisco
Um risco


Um petisco
Um belisco
Um marisco

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

HELIANTHUS ANNUUS

Grande inflorescência
Em sua cruzada filotaxia
Ao sol no olhar notável
Símbolo da sorte imutável

Aos indígenas alimentação
Debelar a infertilidade
Sucesso e felicidade

Girassol...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ESTUPIDEZ

Despegar mórbido
Esturrar a razão
Mortal fluidez
Canibalismo da lucidez

sábado, 19 de fevereiro de 2011

PORTUGAL

Rosquinhas, vinhos e bacalhau
Singela homenagem a Portugal
Castelos e museus
Conventos e mosteiros
Arte fosforescente
Bradar seu esplendor crescente



Inspire-se de paixão
Arte e tradição
Belos casarios
Bailam ao som do acordeão
Vias romanas
Religiosa devoção

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MUJERES EN LA CIUDAD

Mujeres en la ciudad
Ficción y fantasia
La secuencia temporal
Provoca curiosidad
Y todo te parece nuevo
Entre los edificios
Y em el corazón
Inquietudes
Pensamientos y certezas

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

RAIVA

Pavio curto sem a bomba.
Duro feito caroço de pitomba.
Ladrilhar em areia.
Até vento aperreia.

O sono que foi embora.
Emoção instável.
Sensação desagradável.
Prejuízo irreparável.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

CARTUNISTA

Intrínseco na metáfora
Imaginação sem mentacapto
Uma habilidade luzente
Eloqüência estupefaciente

Colorida exageração
Contagiante imparcialidade
Incumbência incomparável
De acomodar o acomodável

Medianeiro da materialização
Mecanização medicamentosa
Ocasional arte opinosa

Em tua arte és um Rafá
Contentamento faz semear
Por cada traço amar...


Homenagem a todos os Cartunistas, em espcial,  Edra pelo seu belo trabalho, inclusive pela sua idealização da Casa Ziraldo de Cultara em homenagem ao ilustre artista.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

BOTEQUIM

No botequim
Tem banquinho
Tem mesinha
Tem um tira-gostinho
Tem cervejinha


Uma cervejinha
Um tira-gostinho
Na mesinha
Sentado no banquinho
Do botequim

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SAMBA

Não deixe o samba morrer
Quero samba com você
Aqui ou no arpoador
É fantasia de amor

É o samba da Bahia
Lá no Rio é alegria
É amor, é amor
Portela, Mangueira ou beija-flor

Lá em Santa Tereza
Tive a certeza
Que o samba é amor
Nessa realeza sou ator

domingo, 13 de fevereiro de 2011

POESIA

Poesia não é ciência
Tem que ter paciência

Não é objetiva

Tem que aprender
Ler e gostar de escrever



Ter função poética
Mesmo hipotética

Quebrar paradigmas

Poema nasce na alma
É criatividade com calma



Contemporânea subjetividade
Clássicas rimas da antiguidade

Caótica enumeração

Elementos de ficção
Eventos da imaginação

sábado, 12 de fevereiro de 2011

SILÊNCIO

No homem...
Só pensamento.

De dia...
Passarinhos e sentimento.

À noite...
Corujas e o vento.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

EL PATIO DE MI CASA (POESIA VISUAL)

con los ojos llenos de gaviotas
la puerta abierta
una flor blanca
La esperanza el horizonte

La rosa del jardín
pasarán las nubes con mi corazón
El dia la obedece
La razón

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PAPEL

Ao relento
Um poeta
Em busca do talento

No silêncio da mente
Um centelha
Um zumbido
Vôo de uma abelha


Um lápis
Uma inspiração
Uma idéia
Uma composição

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ETERNIDADE

Transformismo
Doce cantiga
Uma música antiga

Perpetuar
Na alma mergulhar
E externizar

A vida se faz cantando
As horas vão contemplando
Bons frutos de outrora
No sonho que foi embora

domingo, 6 de fevereiro de 2011

ETERNIZANDO VINÍCIUS

Deixa que eu te leve
De repente, não mais de repente
No puro anseio de chegar lá onde...
Criando o silêncio
A palavra que vem do pensamento
Vença o ideal de andar caminhos planos
Para que o sonho viva de certeza
Espalha apenas pura claridade
Ao transpor as fronteiras do segredo
Nada existe com mais serenidade



Homenagem ao poeta Vinícius de Moraes, poesia baseada em frases escritas por ele.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

REDENÇÃO

Redenção,
Movimento.
Cristalino,
Refração.


Seu caminho,
Construção.
Passos da vida,
Imaginação.


Existência,
Saudades.
Pensamento,
Firmamento.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DIA DE FEIRA

Em dia de feira
Tem manga verde e melão
Bêbado que embebeda com o cheiro
Verdureiras de montão

Caldo de cana e carro de mão
Tem zuada pior que da furadeira
Galinha de granja de primeira
Tem mulher fuxiqueira

No empurra purra da fila para passar
Tem mão boba de ladrão
Se você não for esperto
Não fica nenhum tostão

A volta no solavanco da estrada
Muito suor e cara lavada
No final não fica feliz
Não comprou o que se quis

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

TROVAS SINGELAS

Em teus braços morrer
Contemplando a lua
Na riqueza e no poder
De tua fragrância crua

Aberta...
A planície deserta
E pelos campos
Lamparinas de pirilampos

Teu beijo deslumbra
Encanta na penumbra
E o meu peito sente
Um amor corrente